COMENTÁRIO E DECLARAÇÕES DA VITÓRIA DO SPORTING POR 2-0 FRENTE AO LILLE NA CHAMPIONS LEAGUE

Os golos dos futebolistas Gyökeres e Debast deram hoje a vitória ao Sporting frente ao Lille (2-0), em jogo da primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, marcada pela expulsão, nos franceses, de Angel Gomes.

O internacional sueco inaugurou o marcador aos 38 minutos, tendo o belga, que se estreou a marcar de leão ao peito, selado o resultado, aos 65, com um grande remate de fora da área.

Com o Estádio de Alvalade engalanado, a homenagem às vitimas dos incêndios em Portugal acabou por ser a primeira nota de destaque, com o público a entregar-se ao minuto de silêncio, sendo visíveis tarjas de agradecimento aos “soldados da paz”.

A pressão alta praticada pelo Lille criou grandes dificuldades na fase de construção do Sporting, que apenas conseguia chegar à área adversária em jogadas de contra-ataque, por Gyökeres ou Pedro Gonçalves, mas sem efeitos práticos.

Não que o Lille tenha mostrado, na fase inicial do jogo, ser uma equipa com argumentos superiores aos do Sporting, apenas foi mostrando mais capacidade em ter a posse de bola e rapidez em recuar quando a perdia.

O Sporting viria a mexer muito cedo na equipa. fruto da lesão de Gonçalo Inácio, depois de um choque com Benjamin André, tendo entrado para o lado esquerdo dos três centrais Matheus Reis, aos 13 minutos.

Com as equipas encaixadas, o Sporting teve de ser paciente para procurar espaços, motivo pelo qual a melhor ocasião de golo apenas aconteceu aos 29 minutos, quando Gyökeres isolou Pedro Gonçalves, que, na cara do guarda-redes Lucas Chevalier, rematou de pé esquerdo e viu o gaulês fazer a mancha.

O guardião gaulês não conseguiu fazer o mesmo aos 38 minutos, por Gyökeres, depois de uma má abordagem de Alexsandro, que passou a bola a Pedro Gonçalves, tendo este servido o pé direito do internacional sueco para o golo inaugural.

Tudo piorou para a equipa do norte de França quando Angel Gomes, que em 2020/21 representou o Boavista, foi expulso, aos 40 minutos, depois de ter visto o segundo cartão amarelo, deixando o Lille reduzido a 10 elementos.

Com mais espaço para jogar, o treinador do Sporting, Rúben Amorim, trocou ao intervalo Morita, que já tinha um cartão amarelo, por Daniel Bragança.

Aos 50 minutos, Geovany Quenda, de cabeça, falhou o alvo por muito pouco, o mesmo acontecendo a Geny Catamo, aos 57, até que, aos 65, Debast com um ‘missil’, a mais de 25 metros da baliza, fez o segundo, não dando qualquer hipótese a Chevalier.

O Sporting manteve os olhos na baliza dos ‘dogues’, o Lille, mais limitado, também criou algumas jogadas de ataque, mas o resultado não viria a sofrer alteração até ao apito final do árbitro lituano Donatas Rumsas, destacando-se ainda a estreia do dinamarquês Conrad Harder, que rendeu Trincão, aos 88 minutos.

Declarações:

– Rúben Amorim (treinador do Sporting): “O que gostei mais foi do resultado. Em relação ao golo do Debast, não há muitas palavras. Foi um grande golo. Eu estava a chateado com a decisão dele quando vi que ele ia rematar e os melhores golos acontecem assim. Se havia alguém que precisava de um golo e de uma exibição destas era o Zeno [Debast] e as coisas não acontecem por acaso. Foi um dia feliz para todos nós, mas uma prova clara de que temos ainda muito para fazer.

O Inácio? amanhã [quarta-feira] vamos ver melhor. Ele diz que bateu com o pé no chão com força e sentiu ali qualquer coisa. O que mexeu [com a sua substituição] não foi o plano, foi que o Lille faz muitos golos de bola parada e o Inácio é o nosso defesa mais forte na bola parada, mas em termos de plano de jogo não mudou nada.

Ele [Gyökeres] está preparado para isso [marcações fortes dos defesas], mas a capacidade dos adversários na Liga dos Campeões é completamente diferente. Sabem que ele é um jogador muito forte no um contra um e estamos preparados para isso e para continuar a ganhar jogos com a ajuda do Viktor [Gyökeres].

Se olharmos para os jogos em casa, temos o [Manchester] City e o Arsenal. Portanto, vamos jogo a jogo, tentado vencer os nossos jogos e não pensar muito à frente. Temos de lutar por todos os pontos na ‘Champions’ e no campeonato. Sabemos que vamos enfrentar equipas muito fortes, vimos as dificuldades que tivemos na construção no início do jogo, portanto não acho que o fator casa vá ser determinante, muito pelos adversários que vamos apanhar em casa”.

– Bruno Génésio (treinador do Lille): “Fomos até ao fim, tivemos a atitude correta, contudo sem sermos suficientemente perigosos com bola. Depois, sofremos um golo, como já tem acontecido. Era um erro evitável, porque à frente estava um jogador [Gyökeres] com talento acima da média. Depois, o cartão vermelho.

Na segunda parte, conseguimos conter bem o Sporting até ao golo do Debast. Até ao final, ainda tivemos oportunidades, mas já era tarde demais.

É difícil, explicar [apenas três remates em 90 minutos]. Aliás, é isso que nos falta há vários jogos, não somos suficientemente perigosos com a bola. Falta-nos técnica e potência para fazer melhor no último terço do terreno. 11 contra 11 ainda conseguimos fazer coisas interessantes, mas era até aos últimos 25 metros. Depois, faltava-nos profundidade.

O que é estranho [no lance da expulsão de Angel Gomes] é que houve uma falta sobre o Benjamin André antes da expulsão e essa falta não foi sancionada”.

–  Zeno Debast (autor do segundo golo do Sporting): “É fantástico. Não tenho palavras para isso. Fizemos um grande jogo, estou muito feliz, soubemos desfrutar.

Foi um momento especial. Nunca tinha marcado um golo, por isso não sabia como celebrar. Estou feliz.

É uma sensação muito boa. É claro que quero mais. Tenho de aprender com o Viktor (Gyökeres).

Para mim, é mais importante estar focado no meu jogo. Agora quero melhorar e crescer para o próximo jogo.

Este foi o nosso primeiro jogo na Liga dos Campeões. Temos ainda mais sete pela frente, por isso temos de ficar com os pés no chão e ficarmos focados no próximo jogo”.

– Morten Hjulmand (capitão do Sporting): “É um início muito bom. Estou muito feliz por ter vencido este primeiro jogo. Foi um jogo difícil, contra um oponente bastante forte.

Houve alguns momentos do jogo em que não estivemos bem, esperamos mais de nós mesmos.

[O golo do Debast] Não o vi muito bem. Foi tão rápido, parecia um foguete. Ele está a melhorar muito, sente-se confortável e estou feliz por vê-lo desta forma.

[Estreia de Conrad Harder] Ele está a adaptar-se rapidamente. É um jogador jovem. Tem muita fome para marcar golos, como o Viktor (Gyökeres). Há similitudes entre eles. Penso que o Conrad poderá aprender muito com o Viktor”.

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